Quando uma pessoa se vê sofrendo com dores é muito comum procurar o especialista médico, responsável pela suposta região afetada. No entanto, esse não é o melhor caminho.

A médica Elide Zelia Santo afirma que a decisão acertada é procurar um clínico geral. Segundo ela, uma simples palpitação tem diversas origens: condição cardiológica, problemas na tireóide, tensão emocional grande ou até mesmo queda de pressão. É essa triagem que o clínico geral faz e, em seguida, com o diagnóstico pré-identificado, encaminha ao especialista adequado. “O paciente tem razão em ter a dúvida, mas é quando ele verbaliza e com a ajuda do clínico geral que o problema será detectado. O clínico geral está sempre disposto a pedir exames laboratoriais, radiológicos e de imagem que pré-identificam o problema e, se necessário, o paciente é encaminhado ao especialista”, explica.

A Dra. Elide ressalta que, muitas vezes, o próprio clínico geral consegue reverter o quadro apresentado pelo paciente. “Muitos dos problemas são solucionados no próprio consultório. Já na segunda consulta, com os exames em mãos e tomando a medicação, o paciente não apresenta mais a patologia”, reforça.

Outra orientação é, nos casos de doenças específicas que exigem tratamento, manter-se com o mesmo especialista. Isso permite que o médico conheça a fundo a situação do paciente e, consequentemente, o sucesso do tratamento. “O especialista é quem promove a continuidade do tratamento. O paciente será melhor avaliado, o tanto quanto seja necessário para finalizar o tratamento, de modo que seu quadro evolua com eficácia”, conclui a clínico geral.

Porque manter o tratamento com o mesmo especialista:

  • Melhor identificação do quadro do paciente;
  • Diagnóstico aprofundado;
  • Eficácia no tratamento.