Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, atualmente, existem certa de 12 milhões de diabéticos no Brasil e há perspectivas que o número de pessoas com a doença aumente ainda mais nos próximos anos devido a fatores como a obesidade e o sedentarismo.

De acordo com a endocrinologista credenciada do Grupo São José Saúde, Dra. Sheila Souza e Silva Bueno, nos últimos anos houve, inclusive, um crescimento no número de crianças diabéticas. “Isso está, sem dúvida, ligado ao aumento da obesidade, principalmente a obesidade abdominal, uma das causas mais importantes da resistência a insulina”, afirma.

Caracterizada pelas altas taxas de açúcar no sangue, provocada pela deficiência na produção ou ação da insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, o diabetes pode causar complicações como infarto, acidente vascular cerebral (“derrame”), perda da visão, alterações dos vasos sanguíneos dos rins, formigamento e dormência das pernas, pés e mãos, aumento nos casos de infecções e feridas nos pés que podem causar amputações.

Entre os fatores de risco para desenvolver o diabetes estão hereditariedade, idade superior a 45 anos, sedentarismo, pressão arterial e colesterol altos, dieta rica em gordura e açúcares, obesidade e consumo excessivo de álcool.

Para a Dra. Sheila, a melhor forma de evitar o diabetes é manter um estilo de vida saudável. “Principalmente os pacientes com história familiar da doença devem redobrar os cuidados, manter o peso normal, não fumar, controlar a pressão arterial, evitar medicamentos que possam agredir o pâncreas e praticar atividade física regularmente”, explica.

Para aqueles que já têm a doença a recomendação é manter um alimentação saudável e balanceada, praticar atividades físicas, manter um bom controle dos índices glicêmicos, utilizar os medicamentos recomendados pelo médico que faz o seu acompanhamento.

 

Quais os tipos de diabetes

Tipo 1: É também conhecido como diabetes insulinodependente, diabetes infanto-juvenil e diabetes imunomediado. Neste tipo de diabetes a produção de insulina do pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem o que chamamos de destruição autoimune. Os portadores de diabetes tipo 1 necessitam injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Há risco de vida se as doses de insulina não são dadas diariamente. Embora ocorra em qualquer idade é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

Tipo 2 – É também chamado de diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos de diabetes. Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade embora na atualidade se veja com maior frequencia em jovens em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida urbana. Neste tipo de diabetes encontra-se a presença de insulina, porém sua ação é dificultada pela obesidade, o que é conhecido como resistência insulínica, uma das causas de hiperglicemia. Por ser pouco sintomático o diabetes na maioria das vezes permanece por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento o que favorece a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.

Conheça os principais sintomas do diabetes:

  1. Urinar excessivamente, inclusive acordar varia vezes a noite para ir ao banheiro.
  2. Sede excessiva.
  3. Aumento do apetite.
  4. Perda de peso – em pessoas obesas a perda de peso ocorre mesmo estando comendo de maneira excessiva.
  5. Cansaço.
  6. Vista embaçada ou turvação visual.
  7. Infecções frequentes, sendo as mais comuns, as infecções de pele.

Quaisquer que sejam os sintomas, um médico deve ser procurado imediatamente para realização de exames que confirmarão o diagnostico.